A gestora TAG avalia que, em um eventual mandato, o deputado Flávio Bolsonaro precisaria colocar o ajuste fiscal no topo da agenda econômica, à frente de temas como a anistia a condenados pelos atos golpistas e o desgaste político com o Supremo Tribunal Federal (STF). A análise da gestora aponta que as chances de uma condução econômica mais saudável do país aumentam caso Flávio seja eleito, mas essa perspectiva está condicionada às primeiras decisões que ele tomar logo no início do governo.
O que diz a leitura da TAG sobre o ajuste fiscal
Segundo a avaliação da gestora, o chamado ajuste fiscal funcionaria como uma espécie de teste inicial de credibilidade para o governo. Ou seja, antes de avançar em pautas politicamente sensíveis — como a anistia relacionada aos episódios golpistas e os atritos institucionais com o STF —, seria necessário sinalizar ao mercado um compromisso claro com as contas públicas.
A TAG entende que essa priorização não é apenas uma questão de ordem de prioridades, mas um fator determinante para a confiança dos investidores e para a percepção de risco em torno da política econômica do país. Por isso, o ajuste fiscal aparece como condição-chave para que um eventual governo de Flávio consiga construir uma trajetória de política econômica mais sólida.
Dependência das escolhas no início do mandato
Apesar de apontar um aumento nas chances de uma política econômica saudável com Flávio à frente do governo, a gestora faz uma ressalva importante: esse cenário mais positivo não está garantido de antemão. Ele depende diretamente das decisões tomadas logo nos primeiros momentos da gestão, especialmente em relação ao equilíbrio entre pauta econômica e pauta política.
Dessa forma, a leitura da TAG sugere que o mercado tende a observar com atenção redobrada os primeiros passos de um eventual governo, buscando sinais de que o compromisso fiscal será, de fato, tratado como prioridade — e não deixado em segundo plano diante de temas que mobilizam mais o debate político, como a anistia e a relação com o STF.
Em resumo, a avaliação da gestora reforça que o cenário fiscal brasileiro segue no centro das atenções de investidores e analistas de mercado, independentemente de quem assuma o comando do país, e que escolhas de sequenciamento de pauta podem pesar diretamente na percepção sobre a saúde da política econômica nos próximos anos.
Com informações de exame.com.