Gestão Financeira & Controladoria

Juros abaixo de 10%: Bradesco poderia lucrar até R$ 500 milhões a mais, diz Noronha

Juros abaixo de 10%: Bradesco poderia lucrar até R$ 500 milhões a mais, diz Noronha
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O presidente do Bradesco, Marcelo Noronha, afirmou que o banco teria um ganho adicional relevante caso a taxa básica de juros do país caísse para um patamar abaixo de 10%. Segundo ele, essa queda poderia representar até R$ 500 milhões a mais no lucro da instituição, mas essa possibilidade só deve se concretizar em 2028, e ainda assim condicionada à realização de um ajuste fiscal consistente por parte do governo.

Juros abaixo de 10% dependem de ajuste fiscal, afirma executivo

De acordo com Noronha, o espaço para uma redução mais expressiva da Selic não deve surgir no curto prazo. Para que os juros abaixo de 10% se tornem realidade, ele considera indispensável que haja um esforço concreto de equilíbrio nas contas públicas. Ou seja, sem avanços na área fiscal, dificilmente o cenário projetado para 2028 se confirmaria.

O executivo do Bradesco relacionou diretamente a trajetória da taxa básica de juros ao desempenho financeiro do banco. Isso porque, em um ambiente de juros mais baixos, a dinâmica de crédito e rentabilidade das instituições financeiras tende a se alterar, favorecendo o resultado de bancos como o Bradesco.

Impacto estimado no lucro do banco

Segundo a avaliação de Noronha, a estimativa de um acréscimo de até R$ 500 milhões no lucro não é um número aleatório, mas sim uma projeção ligada ao cenário de juros mais baixos combinado a condições fiscais mais saudáveis. Dessa forma, o executivo deixa claro que não se trata de uma previsão isolada da política monetária, mas de um conjunto de fatores que precisam caminhar juntos.

Apesar do potencial ganho identificado, Noronha foi cauteloso ao situar essa perspectiva somente para 2028. Isso indica que, no entendimento do presidente do Bradesco, o processo de ajuste necessário nas contas do governo é gradual e não deve produzir efeitos imediatos sobre a taxa de juros no curto ou médio prazo.

Relação entre fiscal, Selic e resultados bancários

A fala de Noronha reforça um debate recorrente no mercado financeiro: a relação entre a política fiscal do governo e a trajetória da Selic. Para que os juros recuem de forma sustentável, analistas costumam apontar que é preciso haver sinais claros de responsabilidade fiscal, capazes de reduzir riscos e permitir ao Banco Central trabalhar com uma taxa básica menor.

No caso específico do Bradesco, essa equação tem efeito direto sobre os negócios. Com juros abaixo de 10%, o banco teria, segundo a própria avaliação de Noronha, condições de ampliar seu lucro em até R$ 500 milhões, valor que evidencia o peso da política monetária sobre o setor bancário brasileiro.

Em resumo, a declaração de Marcelo Noronha une duas frentes que caminham lado a lado: a expectativa de queda da Selic e a necessidade de um ajuste fiscal mais robusto. Enquanto esse cenário não se concretiza, o presidente do Bradesco projeta que o ganho adicional ligado a juros mais baixos deve ficar restrito ao horizonte de 2028.

Com informações de exame.com.

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