Enquanto as ações das principais varejistas brasileiras despencavam na bolsa, o Citi identificou um movimento diferente no Mercado Livre (Meli): uma oportunidade de compra. Na segunda-feira, 26 de outubro, o papel da companhia também teve um pregão negativo, mas o recuo ficou muito aquém do tombo registrado pelas empresas nacionais do setor. Diante desse cenário, o banco americano decidiu elevar a recomendação das ações do Mercado Livre.
Por que o Citi mudou a avaliação sobre o Mercado Livre
A decisão do Citi chama atenção justamente por acontecer num momento de forte pressão sobre o varejo listado na bolsa brasileira. Isto é, enquanto o mercado penaliza duramente as varejistas locais, o banco optou por destacar o Mercado Livre como um ativo capaz de resistir melhor às turbulências do setor. Essa leitura reforça a percepção de que, apesar do cenário adverso, nem todas as empresas ligadas ao comércio eletrônico e ao varejo enfrentam o mesmo grau de desconfiança dos investidores.
O contraste com o desempenho das demais varejistas
O recuo das ações do Mercado Livre na segunda-feira, 26 de outubro, não pode ser comparado à queda acentuada sofrida pelas companhias brasileiras do setor no mesmo pregão. Assim, mesmo diante de um dia ruim para o mercado como um todo, o desempenho do Meli se mostrou proporcionalmente mais resiliente. Esse diferencial foi um dos fatores que sustentaram a decisão do Citi de revisar sua recomendação para cima, num momento em que boa parte do varejo nacional segue sob forte pressão negativa na bolsa.
Dessa forma, a mudança de avaliação do Citi em relação ao Mercado Livre surge como um sinal relevante para investidores que acompanham o setor. Em meio à volatilidade que atinge o varejo brasileiro, a postura do banco sugere que o mercado pode estar diferenciando empresas com fundamentos mais sólidos daquelas mais expostas aos efeitos adversos do momento econômico. Ainda assim, o episódio reforça como a percepção sobre o varejo tem sido marcada por contrastes entre os diferentes players do setor.
Com informações de neofeed.com.br.