O segundo turno da eleição presidencial brasileira promete dividir o país em duas metades opostas na madrugada entre o domingo, 25 de outubro, e a segunda-feira, 26 de outubro. De um lado, cerca de metade do eleitorado ficará frustrada com o resultado das urnas. Do outro, apoiadores e simpatizantes do candidato vencedor devem comemorar ruidosamente até a virada do dia, mesmo diante de um placar apertado. No entanto, por trás da euforia ou da decepção política, um ponto parece consensual entre analistas de mercado: a correção de ativos no Brasil é praticamente inevitável, independentemente de quem saia vitorioso entre Flávio Bolsonaro ou Lula.
O cenário político e seus reflexos na correção de ativos
A polarização entre os dois nomes — Flávio Bolsonaro e Lula — ilustra bem o momento de tensão que o país atravessa às vésperas da decisão eleitoral. Enquanto a disputa segue acirrada nas urnas, o mercado financeiro observa com cautela os desdobramentos, já que o resultado final tende a impactar diretamente o apetite por risco dos investidores. Dessa forma, independentemente de qual lado sair vencedor, a expectativa é de que ativos brasileiros passem por reprecificação nos dias seguintes à apuração dos votos.
Essa correção de ativos não decorre apenas da identidade do vencedor, mas também do contexto macroeconômico mais amplo em que o Brasil está inserido. Ou seja, fatores como juros, inflação e percepção de risco fiscal continuam pesando nas decisões de alocação, independentemente do resultado político. Por isso, mesmo os investidores mais otimistas com um ou outro candidato devem se preparar para oscilações no curto prazo.
Expectativa de ajustes no mercado após o segundo turno
Diante desse quadro, Perinni Advisory recomenda que investidores mantenham cautela e revisem suas carteiras à luz do novo cenário político que se desenhará após a apuração. Apesar da incerteza natural que cerca qualquer pleito eleitoral, a leitura é de que a correção de ativos tende a se manifestar de forma relativamente simétrica, não importando qual dos dois candidatos assuma a Presidência.
Assim, o período que antecede e sucede o segundo turno costuma ser marcado por maior volatilidade nos mercados, à medida que investidores tentam precificar os possíveis caminhos econômicos do país. Além disso, a comemoração de uma metade do eleitorado e a frustração da outra metade não alteram, por si só, os fundamentos que sustentam — ou pressionam — os preços dos ativos brasileiros.
O que observar nos próximos dias
Em resumo, o desfecho da eleição presidencial deve gerar reações imediatas nos mercados, mas a tendência de correção de ativos parece estar mais ligada a questões estruturais da economia brasileira do que exclusivamente ao nome que ocupará o Palácio do Planalto. Por isso, investidores e analistas seguem atentos não apenas ao resultado das urnas, mas também aos sinais que o vencedor dará sobre a condução da política econômica nos primeiros dias de governo.
Dessa forma, o cenário que se desenha para a madrugada de domingo, 25 de outubro, para a segunda-feira, 26 de outubro, carrega não apenas o peso simbólico de uma disputa acirrada entre Flávio Bolsonaro e Lula, mas também a expectativa de ajustes relevantes no comportamento dos ativos brasileiros nas semanas seguintes.
Com informações de neofeed.com.br.