Gestão Financeira & Controladoria

Crédito privado: IBEF-SP debate papel dos FIDCs no financiamento corporativo

Crédito privado: IBEF-SP debate papel dos FIDCs no financiamento corporativo
RESUMIR COM:

O IBEF-SP promoveu, no dia 21 de outubro, em sua sede em São Paulo, um encontro dedicado a discutir as oportunidades do crédito privado para empresas brasileiras. O evento, batizado de “Crédito Privado: Oportunidades de Financiamento Corporativo”, reuniu executivos e profissionais do mercado financeiro em torno de um tema cada vez mais relevante para áreas de tesouraria: a expansão dos Fundos de Investimento em Direitos Creditórios, os chamados FIDCs, e sua capacidade de transformar as estratégias de captação de recursos das companhias.

Com patrocínio da Catálise, a programação explorou caminhos para diversificar fontes de recursos, otimizar o capital de giro e viabilizar o financiamento de clientes e fornecedores, além de discutir os desafios de estruturar e gerir esse tipo de instrumento financeiro. A abertura ficou a cargo de Patrícia Canhadas, Vice-Presidente de Eventos do IBEF-SP, que recebeu os participantes e ressaltou a relevância desses encontros para a troca de conhecimento entre profissionais de finanças.

Experiências práticas com FIDCs no financiamento corporativo

O painel principal reuniu Rodrigo Saback, diretor de Tesouraria da Pernambucanas; Thabata Abreu, Finance Manager na Amazon; e José Miguel Schlichting Junior, Head Comercial da Catálise. A condução dos trabalhos coube a Bruno Damasceno, líder da Comissão Técnica de Tesouraria e Riscos do IBEF-SP.

Durante a conversa, Thabata Abreu relatou experiências de uso de FIDCs como ferramenta para impulsionar vendas, aumentar a competitividade comercial e administrar riscos de crédito. Segundo ela, esse tipo de estrutura pode trazer mais flexibilidade na concessão de financiamento a clientes, o que, por sua vez, contribui para o crescimento das receitas. Como exemplo, a executiva citou uma situação em que a adoção de um FIDC externo resultou em crescimento de 3,5% na receita anual da empresa envolvida.

Já Rodrigo Saback apresentou o caso da Pernambucanas, que estruturou um FIDC voltado ao risco sacado para financiar fornecedores e otimizar o ciclo financeiro da companhia. De acordo com o executivo, a iniciativa permitiu transformar obrigações de pagamento em oportunidades de geração de liquidez, melhorando as condições oferecidas aos parceiros comerciais sem comprometer a gestão de caixa da empresa. Ele destacou ainda a possibilidade de acessar diferentes perfis de investidores via mercado de capitais, com estruturas de financiamento mais flexíveis do que as linhas bancárias tradicionais.

Por sua vez, José Miguel Schlichting Junior detalhou aspectos técnicos da estruturação dos fundos, como a composição das cotas subordinadas, mezanino e seniores, os mecanismos de garantia e a importância de avaliar a qualidade das carteiras de recebíveis. Segundo ele, a viabilidade de um FIDC não depende apenas do porte da empresa, mas também de seu histórico de crédito, volume de operações e objetivos estratégicos.

Reforma Tributária e gestão de riscos no crédito privado

O encontro também reservou espaço para perguntas e contribuições do público, o que aprofundou o debate sobre os efeitos da Reforma Tributária — em especial sobre o capital de giro das empresas, o split payment e as possíveis mudanças na dinâmica de financiamento. Os painelistas reforçaram a necessidade de antecipar os impactos dessas mudanças sobre os fluxos financeiros e de buscar soluções capazes de preservar a liquidez diante de um cenário tributário e regulatório mais complexo.

Outro assunto discutido foi o aumento das exigências dos investidores em meio a um crédito mais desafiador em determinados setores da economia. Nesse sentido, os participantes apontaram que a qualidade da análise de crédito, a robustez das garantias e a governança dos fundos são fatores essenciais para garantir a sustentabilidade das operações ao longo do tempo.

Perspectivas para o crédito privado no financiamento corporativo

Na etapa final do encontro, os convidados compartilharam suas visões para os próximos anos, demonstrando otimismo em relação à expansão dos FIDCs e à ampliação de seu uso pelas empresas brasileiras. Entre as tendências citadas, estiveram a democratização do acesso ao mercado de capitais, a maior participação de fornecedores nas estruturas de financiamento e o fortalecimento dos fundos proprietários como instrumentos estratégicos de gestão financeira.

Em resumo, o debate evidenciou que as áreas de Tesouraria e Finanças vêm assumindo um papel cada vez mais estratégico dentro das empresas, atuando não só na administração de recursos e riscos, mas também na construção de soluções que impulsionam o crescimento e a competitividade dos negócios. A programação foi encerrada com um momento de networking, que permitiu aos presentes aprofundar as discussões e fortalecer conexões entre executivos, especialistas e demais profissionais do setor financeiro.

Em resumo, o debate evidenciou que as áreas de Tesouraria e Finanças…Em resumo, o debate evidenciou que as áreas de Tesouraria e Finanças…Em resumo, o debate evidenciou que as áreas de Tesouraria e Finanças…Em resumo, o debate evidenciou que as áreas de Tesouraria e Finanças…

Com informações de ibefsp.com.br.

Veja mais
Advent International: fundo bilionário mira negócios maiores no Brasil

Advent International: fundo bilionário mira negócios maiores no Brasil

Advent International capta US$ 30 bilhões e mira negócios maiores...

Enterprise World Models: entenda como a simulação pode virar vantagem competitiva da IA

Entenda o conceito de Enterprise World Models e como a...
Vitória de Lula: veja como o CEO da Gerdau avalia os impactos para o setor do aço

Vitória de Lula: veja como o CEO da Gerdau avalia os impactos para o setor do aço

CEO da Gerdau, Gustavo Werneck, analisa os dois lados da...