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Dinheiro vivo resiste: conheça os setores do varejo paulista que mais usam cédulas

Dinheiro vivo resiste: conheça os setores do varejo paulista que mais usam cédulas
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Mesmo com o avanço do Pix e dos cartões, o dinheiro em espécie ainda tem peso relevante em determinados nichos do varejo físico de São Paulo. É o que mostra o Indicador HYPR de Meios de Pagamento no Varejo, segundo o qual postos de combustível e hortifrútis — os tradicionais sacolões — lideram o uso de cédulas nas transações do dia a dia.

De acordo com o levantamento, em maio o dinheiro vivo representou 35,5% das vendas registradas nos postos de combustível. Nos hortifrútis, a participação ficou em 30,3%. Para efeito de comparação, no varejo paulista como um todo esse percentual foi de apenas 21,5% — ou seja, uma em cada cinco compras. As farmácias aparecem logo depois na lista, com 29,7% das vendas pagas em espécie.

Dinheiro vivo ainda domina em postos e hortifrútis

Nos postos de combustível, o crédito segue como o meio de pagamento mais usado, com 27,1% das transações, seguido pelo débito, com 24,1%. Já o Pix aparece com participação bem menor, de apenas 4,3%. O tíquete médio registrado nesse segmento foi de R$ 85,03.

Já nos hortifrútis, o cenário se inverte ligeiramente: o débito lidera com 29,7%, à frente do crédito, com 28,2%. O Pix também tem papel discreto, com 4,1% de participação, e o tíquete médio apurado foi de R$ 65,97.

Segundo o estudo, a explicação para a força do dinheiro vivo nos postos não está relacionada às taxas cobradas pelas operadoras de cartão, mas sim a questões operacionais. O desafio, nesse caso, é a segurança de manter espécie em caixa e a rotina de fechamento do caixa ao final do expediente.

Metodologia por trás do indicador de dinheiro vivo

O levantamento foi elaborado pela HYPR Ventures com base em notas fiscais eletrônicas de consumidor (NFC-e) emitidas entre novembro de 2025 e maio de 2026 por estabelecimentos que integram a base de dados da empresa. A HYPR destaca que os números não derivam de uma amostragem estatística, mas sim do universo completo de notas emitidas por esses estabelecimentos — o que confere maior precisão ao retrato traçado.

Queda gradual, mas ainda relevante, no varejo em geral

Apesar da resistência do dinheiro em segmentos específicos, o cenário geral do varejo paulista aponta para uma migração gradual rumo aos meios digitais. A participação das cédulas caiu de 23,3% das transações em novembro para 21,5% em maio, uma redução constante ao longo do período analisado pelo indicador.

Em contrapartida, o Pix consolidou 5,5% das vendas em maio, enquanto os cartões — somando crédito e débito — responderam por 61,4% do total. Essa distribuição reforça uma tendência já conhecida: o dinheiro tende a ser utilizado principalmente em compras de menor valor.

O dinheiro responde por quase 30% dos pagamentos de até R$ 20 e por apenas 13,8% das transações acima de R$ 500.

Esse dado ajuda a entender por que justamente os sacolões e os postos de combustível — onde o tíquete médio costuma ser mais baixo ou as compras mais fracionadas — concentram boa parte do uso de espécie ainda registrado no varejo físico paulista. Enquanto isso, operações com valores mais altos seguem cada vez mais concentradas em cartões e transferências digitais, consolidando o Pix como alternativa crescente, ainda que distante de superar os cartões em volume de transações no estado.

Com informações de pipelinevalor.globo.com.

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