A Allos avançou em sua parceria com a Kinea Investimentos para fortalecer sua presença no mercado de fundos imobiliários voltados a shopping centers. A companhia formalizou compromissos de compra e venda de participações em sete empreendimentos de seu portfólio junto ao Kinea Allos Malls FII (KAML11). Dessa forma, a operação amplia o movimento de aproximação entre as duas empresas, que já vinham construindo juntas uma estratégia voltada ao segmento de shoppings.
Como funciona o fundo imobiliário que une Allos e Kinea
O negócio, no entanto, está condicionado à captação de recursos por parte do fundo imobiliário, que pretende levantar até R$ 1 bilhão no mercado para viabilizar a aquisição das participações nos sete ativos listados no acordo. Ou seja, a conclusão da transação depende diretamente do sucesso dessa captação junto a investidores.
Essa estrutura é comum em operações do tipo, nas quais o fundo imobiliário busca recursos no mercado de capitais para, em seguida, direcionar o capital à compra dos imóveis ou participações previamente negociados. Assim, enquanto a captação não se concretiza, o compromisso assinado entre as partes funciona como uma espécie de pré-acordo, estabelecendo as condições sob as quais a transferência das participações ocorrerá.
Parceria entre Allos e Kinea ganha novo capítulo
A iniciativa representa mais um passo na relação entre a Allos, uma das principais empresas do setor de shopping centers do país, e a Kinea Investimentos, gestora conhecida por sua atuação consolidada no mercado de fundos imobiliários. Essa aproximação busca unir a expertise operacional da Allos na administração de empreendimentos comerciais à capacidade da Kinea de estruturar produtos financeiros voltados ao mercado imobiliário.
Com a venda das participações nos sete ativos ao KAML11, a Allos tende a reforçar sua estratégia de reciclagem de portfólio, mantendo a gestão dos empreendimentos ao mesmo tempo em que transfere parte da propriedade a um veículo de investimento. Por outro lado, para a Kinea, a operação representa a oportunidade de ampliar a base de ativos do fundo imobiliário, agregando empreendimentos já consolidados e com histórico operacional conhecido no mercado.
Próximos passos da captação
Apesar de o compromisso já estar assinado entre as partes, a efetivação da venda das participações nos sete shoppings ainda depende do desfecho da captação de recursos, que pode chegar a R$ 1 bilhão. Dessa maneira, o mercado deve acompanhar de perto os próximos passos dessa movimentação, já que o volume captado determinará o alcance final da operação entre a Allos e o fundo imobiliário gerido pela Kinea.
Em resumo, a transação reforça a tendência de aproximação entre grandes operadoras de shopping centers e gestoras especializadas em fundos imobiliários, em um movimento que busca otimizar a estrutura de capital das companhias e, ao mesmo tempo, oferecer novas alternativas de investimento ligadas a ativos reais do setor de varejo.
Com informações de neofeed.com.br.