O Itaú anunciou, na manhã desta segunda-feira, 26 de outubro, a aquisição de 100% da NeoSpace em um negócio avaliado em R$ 2,92 bilhões. A operação marca um novo capítulo na relação do banco com a startup especializada em grandes modelos fundacionais de inteligência artificial (IA), na qual a instituição já investia desde o início de 2025.
Segundo Milton Maluhy Filho, a compra da NeoSpace representa um passo estratégico para consolidar a presença do Itaú no desenvolvimento de tecnologia de ponta em inteligência artificial. O executivo explicou os motivos por trás do investimento bilionário, destacando a importância de internalizar capacidades que já vinham sendo construídas em parceria com a startup ao longo dos últimos meses.
Da parceria ao controle total: como evoluiu o investimento na NeoSpace
Desde que iniciou os aportes na empresa, no começo de 2025, o Itaú vinha acompanhando de perto o desenvolvimento dos modelos fundacionais de IA criados pela NeoSpace. Com a aquisição integral anunciada agora, o banco passa a deter o controle completo da operação, o que, segundo Maluhy Filho, permite maior integração entre a tecnologia desenvolvida e as estratégias internas da instituição.
Dessa forma, a transação de R$ 2,92 bilhões deixa de ser apenas um aporte minoritário e se transforma em uma incorporação total, consolidando um movimento que já vinha sendo desenhado desde o relacionamento inicial entre as duas empresas. Assim, o Itaú amplia seu portfólio de ativos ligados à inteligência artificial em um momento de forte concorrência entre instituições financeiras na corrida por tecnologia.
Itaú e NeoSpace: motivos por trás do investimento bilionário
Ao justificar o desembolso, Maluhy Filho apontou que a decisão está relacionada ao potencial estratégico da tecnologia desenvolvida pela NeoSpace para o futuro das operações do banco. A aquisição, portanto, não surge de forma isolada, mas como continuidade natural de um processo que já estava em curso desde o primeiro investimento, feito ainda em 2025.
Com o negócio fechado, o Itaú passa a ter controle direto sobre o desenvolvimento de modelos fundacionais de inteligência artificial, algo que, segundo o executivo, deve trazer ganhos de eficiência e inovação para o banco. Em resumo, a operação reforça a aposta da instituição em tecnologia própria como diferencial competitivo no setor financeiro.
A aquisição de 100% da NeoSpace, portanto, consolida um movimento que vinha sendo construído gradualmente desde o início da parceria entre as duas empresas, e representa um dos maiores investimentos do Itaú no campo da inteligência artificial até o momento.
Com informações de neofeed.com.br.