O Magalu passou a vender produtos dentro da Shopee, movimento que amplia a estratégia de expansão do e-commerce da companhia e repete uma fórmula já adotada em outras plataformas concorrentes. Antes da parceria com a Shopee, a varejista catarinense já havia fechado acordos semelhantes com Amazon e Mercado Livre, ampliando os canais pelos quais seus produtos chegam ao consumidor final sem depender exclusivamente do próprio aplicativo e site.
Magalu na Shopee: como funciona a nova parceria
Com a chegada do Magalu à Shopee, a varejista passa a utilizar mais um marketplace para escoar sua oferta de produtos, reforçando a lógica de estar presente onde o consumidor já está, em vez de tentar atraí-lo apenas para seus próprios canais digitais. A operação de entregas ficará a cargo da Magalog, braço logístico do grupo, o que permite à companhia manter controle sobre a etapa de distribuição mesmo vendendo dentro do ambiente de um concorrente direto.
Essa estratégia não é inédita. Ao somar a Shopee às parcerias já existentes com Amazon e Mercado Livre, o Magalu consolida uma presença multiplataforma que busca capturar vendas em diferentes públicos e perfis de consumo, sem abrir mão da própria estrutura de logística para garantir a entrega dos pedidos.
Expectativa de retomada do crescimento online
A entrada na Shopee acontece em um momento em que o mercado observa de perto o desempenho digital da companhia. Há expectativa de retomada do crescimento do comércio eletrônico no 4° trimestre, e a ampliação de canais de venda, somada à estrutura de entrega própria via Magalog, aparece como parte desse esforço para reverter um cenário de desaceleração nas vendas online.
Ou seja, ao invés de competir isoladamente pela atenção do consumidor em seu próprio aplicativo, o Magalu optou por também disputar espaço dentro de plataformas rivais, apostando que o volume adicional de vendas gerado nesses ambientes compensa o fato de estar operando na “casa da concorrente”.
O que muda na disputa do e-commerce
A movimentação reforça uma tendência observada no setor: grandes varejistas brasileiros têm diversificado seus pontos de venda digital, distribuindo produtos em múltiplos marketplaces simultaneamente. Dessa forma, o Magalu amplia sua capilaridade de vendas sem depender de um único canal, enquanto mantém a Magalog como elo logístico responsável por levar os produtos até o consumidor final, independentemente da plataforma em que a compra foi realizada.
Apesar disso, o movimento também expõe a varejista a uma competição direta dentro do próprio território de players como Amazon, Mercado Livre e agora Shopee, que concentram parte significativa do tráfego de compras online no país. Por isso, a estratégia de usar a infraestrutura própria de entrega, pela Magalog, se torna um diferencial importante para o Magalu dentro desses ambientes compartilhados, já que a experiência de entrega segue sendo um fator decisivo na fidelização do consumidor, mesmo quando a compra parte de uma plataforma concorrente.
Em resumo, ao somar a Shopee à lista de parcerias que já incluía Amazon e Mercado Livre, o Magalu aposta na multiplicação de canais como caminho para impulsionar o crescimento do e-commerce e sustentar a expectativa de retomada das vendas online no 4° trimestre.
Com informações de exame.com.