A MegaMamute decidiu transformar quase duas décadas de experiência na venda online de eletroeletrônicos de tíquete alto — como geladeiras, televisores e celulares — em um novo modelo de negócio. A companhia aposta em duas frentes recém-criadas para ajudar outros players do e-commerce a crescer e, com isso, pretende romper a barreira psicológica de R$ 1 bilhão em volume bruto de mercadorias vendidas (GMV) já em 2027.
MegaCommerce: a aposta no e-commerce as a service
A principal iniciativa é a MegaCommerce, lançada em 2025 e mantida em fase de testes até o momento. O serviço cobre atendimento, conciliação financeira e gerenciamento de canais para clientes B2B. Vale destacar, no entanto, que estoque, definição de estratégia comercial e precificação ficam de fora do escopo — uma diferença importante em relação às empresas de full-commerce, que cuidam da operação de ponta a ponta.
Nesse nicho, a Infracommerce costuma ser a referência mais lembrada do mercado, atendendo marcas como Samsung, Levi’s e Guess. Já a MegaMamute direciona seu olhar para fabricantes de eletrônicos e eletrodomésticos que ainda não lançaram canais próprios de venda ao consumidor ou que estão nos estágios iniciais dessa jornada — caso de marcas chinesas recém-chegadas ao Brasil. A TC, por exemplo, já figura entre as cinco clientes fechadas pela empresa.
Segundo as projeções da companhia, essa nova frente deve encerrar o ano com R$ 200 milhões em GMV. Para 2027, a meta é ousada: multiplicar por dez a carteira de clientes e alcançar R$ 500 milhões em volume de vendas.
“A MegaCommerce vai atender os fabricantes que querem ocupar o espaço online, mas não têm o know-how de operação de e-commerce”, resume Cristiane Sens Bastos, fundadora e CEO da MegaMamute.
A frente de e-commerce as a service tem como sócio Guilherme Bastos, chefe de produto da nova empresa e marido da CEO. Segundo ela, o conceito por trás do negócio é simples de explicar.
“O que fazemos é como um e-commerce as a service”, diz a empresária.
MegaAgents aposta em inteligência artificial para marketplaces
Em paralelo, o grupo também lança a MegaAgents, uma startup voltada para oferecer agentes de inteligência artificial que ajudam comerciantes a aumentar as vendas em marketplaces. As funcionalidades de automação variam conforme cada empresa e podem integrar ERPs, pagamentos e logística diretamente aos robôs. A expectativa é reunir 100 clientes até o final de 2027 — ou seja, uma frente que caminha junto com a MegaCommerce na estratégia de diversificação do grupo.
Números e estrutura da MegaMamute
Com sede em Londrina, cidade que concentra a maior parte dos 58 funcionários, a empresa mantém ainda centros de distribuição em São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo. A companhia não divulga faturamento, mas afirma que seu GMV oscila entre R$ 800 milhões e R$ 900 milhões desde 2016.
Ao resumir o momento atual dos três braços do grupo, Cristiane Bastos destaca a maturidade distinta de cada negócio dentro da estratégia de crescimento.
“Já rentabilizamos a MegaMamute, estamos crescendo a MegaCommerce e agora estamos semeando a MegaAgents”, diz Bastos.
Dessa forma, a combinação das três frentes — a operação consolidada de varejo digital, a prestação de serviços de e-commerce as a service para fabricantes e a entrada em inteligência artificial para marketplaces — compõe o plano da MegaMamute para ampliar sua relevância no comércio eletrônico brasileiro nos próximos anos.
Com informações de pipelinevalor.globo.com.