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Recuperação judicial no varejo: crise leva Casas Bahia e Marabraz à Justiça — entenda o avanço

Recuperação judicial no varejo: crise leva Casas Bahia e Marabraz à Justiça — entenda o avanço
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A crise financeira que atinge o comércio brasileiro continua a empurrar grandes nomes do setor para pedidos de recuperação judicial. Segundo o Monitor RGF-BIZDOC, o número de varejistas nessa situação subiu 20,4% em 12 meses, totalizando 986 empresas no primeiro semestre. O dado reforça um cenário de dificuldade generalizada, que atinge desde pequenas redes até grupos de grande porte.

A crise financeira que atinge o comércio brasileiro continua a empurrar grandes…

Recuperação judicial atinge gigantes do varejo

O movimento ganhou força no domingo (14), quando dois casos de peso foram registrados. O Grupo Casas Bahia entrou com pedido de recuperação judicial envolvendo R$ 17,3 bilhões em créditos, um dos valores mais expressivos já vistos no setor recentemente. No mesmo dia, as Lojas Marabraz também protocolaram pedido semelhante, com dívidas que somam R$ 140,2 milhões.

Esses dois episódios se somam a outro caso relevante ocorrido em junho: o Grupo Toky, resultado da fusão entre Mobly e Tok&Stok, teve seu pedido de recuperação judicial deferido pela Justiça, com dívidas totais de R$ 1,11 bilhão. Ou seja, em pouco tempo, o varejo brasileiro acumulou mais um conjunto de casos emblemáticos que evidenciam a fragilidade financeira de empresas tradicionais do setor.

Juros altos pressionam o consumidor e o crédito

Para especialistas, parte da explicação para esse cenário está na combinação entre juros elevados e enfraquecimento do poder de compra da população. Nesse sentido, Alberto Serrentino resume o problema de forma direta.

“Os juros altos sufocam o consumidor e encarecem o crédito”, afirma Alberto Serrentino.

Essa frase sintetiza um efeito em cadeia que tem se repetido no varejo: com o crédito mais caro, o consumidor reduz o consumo; por consequência, as empresas perdem receita e enfrentam dificuldade para honrar compromissos financeiros, o que muitas vezes resulta em pedidos de recuperação judicial como forma de reorganizar dívidas e tentar manter as operações em funcionamento.

Panorama geral do setor

Diante desse quadro, o aumento de 20,4% nos pedidos de recuperação judicial no varejo, apontado pelo Monitor RGF-BIZDOC, não parece um fenômeno isolado, mas sim reflexo de um ambiente macroeconômico mais hostil às empresas do setor. Além disso, os casos recentes de Casas Bahia, Marabraz e do Grupo Toky mostram que mesmo companhias com grande presença de mercado não estão imunes aos efeitos dessa combinação de juros altos e consumo enfraquecido.

Em resumo, o cenário atual expõe uma pressão crescente sobre o varejo brasileiro, que precisa lidar simultaneamente com o encarecimento do crédito e a retração do consumidor. Com isso, a recuperação judicial tem se consolidado como um caminho cada vez mais recorrente entre empresas que buscam tempo e condições para reequilibrar suas finanças diante de um ambiente econômico ainda desafiador.

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