As redes sociais consolidaram-se como o principal canal de informação política do país logo após o primeiro turno das eleições 2026. É o que mostra um levantamento divulgado pela Quaest na quarta-feira, 21 de outubro, segundo o qual as plataformas digitais abriram uma vantagem de dez pontos percentuais sobre a televisão quando o assunto é a preferência do brasileiro na hora de se informar sobre política.
O resultado reforça uma tendência que já vinha sendo observada nos últimos anos, mas que, segundo a pesquisa, ganhou força justamente no momento mais decisivo do calendário eleitoral. Na pergunta sobre como o eleitor se informa, as redes sociais superaram com folga o alcance tradicional da TV aberta, historicamente apontada como a principal fonte de notícias políticas no Brasil.
Redes sociais ampliam vantagem na disputa pela atenção do eleitor
De acordo com o levantamento da Quaest, essa diferença de dez pontos percentuais não é um dado isolado, mas sim um indicativo de mudança estrutural no comportamento do eleitorado brasileiro. Dessa forma, campanhas, partidos e candidatos passam a direcionar cada vez mais recursos e estratégia para o ambiente digital, onde a disputa por seguidores, engajamento e visibilidade se tornou tão relevante quanto os debates televisionados.
Essa movimentação ajuda a explicar por que as redes sociais se transformaram no que pode ser descrito como o principal campo de batalha da eleição. Afinal, é nesse espaço que se concentram boa parte das disputas narrativas, das reações a declarações de candidatos e da repercussão de fatos políticos em tempo real — muitas vezes antes mesmo que a imprensa tradicional consiga noticiá-los.
O que o levantamento da Quaest revela sobre o consumo de informação
O estudo conduzido pela Quaest buscou entender, de forma direta, os hábitos de consumo de informação política dos brasileiros no contexto pós-primeiro turno. Ao perguntar como o eleitor se informa, a pesquisa captou um retrato do momento em que o país decide, após a primeira etapa das eleições 2026, para onde vai sua atenção.
Entre os pontos observados, destaca-se:
- As redes sociais aparecem à frente da televisão como fonte de informação política;
- A diferença entre os dois meios chega a dez pontos percentuais, segundo o levantamento;
- O dado foi divulgado pela Quaest na quarta-feira, 21 de outubro, logo após o primeiro turno.
Esse conjunto de informações ajuda a dimensionar o quanto o ambiente digital passou a influenciar diretamente a forma como o eleitorado acompanha o processo eleitoral, em detrimento de formatos mais tradicionais de comunicação.
Impacto da mudança no comportamento do eleitor
Com essa inversão na preferência, é natural que a disputa política se reconfigure. Por isso, não é surpresa que o desempenho nas redes sociais — medido em métricas como número de seguidores, engajamento e alcance de publicações — passe a ser interpretado como um termômetro relevante da força de um candidato ou de uma campanha.
Apesar disso, o avanço das redes sociais como principal fonte de informação também levanta discussões sobre a qualidade e a veracidade do conteúdo consumido pelos eleitores nesses ambientes, uma vez que a dinâmica das plataformas digitais é bastante distinta da lógica editorial da televisão tradicional.
Em resumo, os dados divulgados pela Quaest confirmam que, no cenário das eleições 2026, as redes sociais já não são apenas um espaço complementar de divulgação política, mas sim o principal palco onde se trava a disputa pela atenção e pela confiança do eleitor brasileiro.
Com informações de neofeed.com.br.