Faltando poucas horas para a definição de quem vai assumir a Presidência da República, em uma disputa extremamente acirrada entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), um ponto chama atenção de analistas políticos: a pauta econômica não recebeu, por parte de nenhum dos dois candidatos, a atenção e a seriedade que o momento exigiria. É essa a leitura do cientista político Rafael Cortez sobre os rumos da campanha.
Reforma do STF entra no radar do mercado
Entre os temas que ganharam força nos bastidores da corrida eleitoral está a possível reforma do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo Cortez, independentemente de quem vencer o pleito, essa discussão já deixou de ser uma surpresa para investidores e analistas — ou seja, o mercado já incorporou esse cenário em suas projeções antes mesmo do resultado das urnas.
De acordo com o cientista político, essa antecipação mostra como o debate institucional em torno do Judiciário avançou paralelamente à disputa eleitoral, ainda que não tenha sido o centro das atenções durante a campanha. Para ele, a reforma do STF já está precificada, seja quem for o vencedor da eleição.
Agenda econômica em segundo plano
Apesar da proximidade da definição presidencial, nem Lula nem Flávio Bolsonaro teriam dedicado o devido espaço, em suas propostas e discursos de campanha, às questões econômicas mais urgentes do país. Essa lacuna, na avaliação de Cortez, chama atenção justamente pelo momento de acirramento da disputa, quando se esperaria um debate mais aprofundado sobre os rumos da economia nacional.
Dessa forma, o foco da campanha teria se concentrado mais em outros aspectos da disputa política do que propriamente em diretrizes econômicas concretas para os próximos anos. Isso, segundo a análise do cientista político, contrasta com a relevância que temas como a reforma do STF já assumiram no radar de investidores e do mercado financeiro, independentemente do resultado nas urnas.
O que esperar daqui para frente
Com a eleição prestes a ser decidida, a expectativa agora recai sobre como o próximo governo, seja ele comandado por Lula ou por Flávio Bolsonaro, vai lidar com as pautas institucionais e econômicas que ficaram em segundo plano durante a campanha. A fala de Rafael Cortez reforça a percepção de que, no caso específico da reforma do STF, o mercado já se movimentou de forma antecipada, sem esperar pela definição do nome que ocupará o Palácio do Planalto.
Em resumo, o cenário descrito pelo cientista político aponta para um descompasso entre o que foi discutido publicamente na campanha e o que já vinha sendo calculado nos bastidores por quem acompanha de perto os movimentos institucionais e econômicos do país. Resta acompanhar, com o desfecho da eleição, como essas questões vão se desdobrar na prática ao longo do novo mandato.
Com informações de neofeed.com.br.