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Internet via satélite: Vivo ativa tecnologia da Starlink nos celulares e aumenta a disputa no Brasil

Internet via satélite: Vivo ativa tecnologia da Starlink nos celulares e aumenta a disputa no Brasil
RESUMIR COM:

A Vivo deu um passo relevante na corrida pela conectividade via satélite no país ao ativar, em seus próprios aparelhos celulares, a tecnologia da Starlink, empresa de satélites ligada a Elon Musk. A novidade chega como um divisor de águas no setor, já que promete levar conexão a regiões onde a cobertura de torres convencionais ainda é falha ou inexistente.

Por enquanto, o serviço é oferecido de forma gratuita durante 12 meses, mas com uma limitação importante: a conexão via satélite funciona apenas para aplicativos de mensagens e mapas, não contemplando ainda navegação livre, redes sociais ou streaming. Ainda assim, a medida já é vista como um marco na forma como as operadoras brasileiras estão se posicionando diante da expansão dessa tecnologia.

Internet via satélite ganha força entre operadoras

O movimento da Vivo não é isolado. Na sexta-feira, outras três empresas do setor de telecomunicações — Brisanet, Unifique e Iez! — firmaram acordos com a Starlink, reforçando que a disputa pela tecnologia de internet via satélite no Brasil está longe de se limitar a uma única operadora.

Dessa forma, o mercado brasileiro passa a contar com um número crescente de players interessados em oferecer conectividade direta por satélite aos celulares, um recurso que até pouco tempo era tratado como experimental e hoje começa a se consolidar como parte da estratégia comercial das principais companhias de telecomunicações do país.

Como funciona a limitação do serviço

Apesar do entusiasmo em torno da novidade, é importante destacar que o uso gratuito por 12 meses não representa acesso irrestrito à internet via satélite. A restrição a aplicativos de mensagens e mapas indica que, nesta fase inicial, a tecnologia funciona mais como um complemento de emergência ou suporte em áreas remotas do que como substituto da internet móvel tradicional.

Ainda assim, essa limitação não diminui o impacto estratégico da iniciativa. Pelo contrário: ao garantir que usuários consigam manter contato por mensagens e se localizar por mapas mesmo fora da área de cobertura das antenas convencionais, a Vivo amplia significativamente a sensação de segurança e conectividade para quem viaja ou mora em regiões de difícil acesso.

Disputa pela tecnologia esquenta no Brasil

Com a entrada simultânea de múltiplas operadoras em acordos com a Starlink, fica evidente que a corrida pela internet via satélite se tornou um dos principais focos de investimento e inovação no setor de telecomunicações brasileiro. Além da Vivo, que já implementou o recurso diretamente em seus aparelhos, Brisanet, Unifique e Iez! também buscam se posicionar nesse novo cenário competitivo.

Por isso, especialistas do setor acompanham de perto os próximos desdobramentos dessa disputa, já que a adesão de mais operadoras pode acelerar a popularização da tecnologia e, consequentemente, pressionar por expansões no tipo de uso permitido — hoje restrito a mensagens e mapas, mas com potencial de crescer conforme a infraestrutura e os acordos comerciais evoluam.

Em resumo, a ativação da internet via satélite pela Vivo, somada aos acordos fechados por outras operadoras com a Starlink, sinaliza uma mudança de rumo nas telecomunicações brasileiras. Ainda que o serviço esteja em estágio inicial e limitado a funções específicas, o movimento já reconfigura a disputa pela tecnologia no país e deve ganhar ainda mais espaço nos próximos meses.

Com informações de exame.com.

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