A HBR Realty finalizou a oferta pública de aquisição de ações (OPA) que resultou na saída da Helbor da B3. A operação foi realizada na quarta-feira, 28 de outubro, e marca o fechamento de capital da construtora. De acordo com fontes do NeoFeed próximas à negociação, mais de dois terços do free float da Helbor aceitaram a proposta, que previa a troca de cada ação da companhia por 0,8155 ação da HBR.
Como funcionou a OPA que tirou a Helbor da bolsa
O percentual de adesão ao negócio foi considerado expressivo pelos envolvidos na transação, já que superou dois terços das ações em circulação no mercado. Esse volume, somado à participação que já pertencia à família controladora, permitiu que a operação atingisse o patamar necessário para consumar a retirada da companhia do pregão da bolsa paulista.
Na prática, os acionistas minoritários que concordaram com os termos da oferta deixaram de deter papéis da Helbor para passar a ser detentores de ações da HBR, na proporção estabelecida pela relação de troca. Dessa forma, a operação se configura como uma incorporação de ações, mecanismo comum em processos de fechamento de capital conduzidos por meio de OPA.
Efeitos da OPA para o mercado
Com a conclusão do processo, a Helbor deixa de ter suas ações negociadas publicamente na B3, encerrando um ciclo de presença no mercado de capitais. A operação é acompanhada de perto pelo setor, já que movimentações desse tipo costumam sinalizar reorganizações societárias relevantes entre empresas do segmento imobiliário.
Ainda segundo as fontes ouvidas pelo NeoFeed, a adesão superior a dois terços do free float foi suficiente para viabilizar a saída da companhia da bolsa, cumprindo as exigências regulatórias previstas para esse tipo de oferta. Em resumo, a operação consolidou o controle da HBR sobre os ativos anteriormente pulverizados entre os investidores da Helbor, fechando um capítulo relevante na trajetória recente das duas companhias no mercado imobiliário.
Com informações de neofeed.com.br.