O Santander Brasil divulgou nesta quarta-feira, 28 de outubro, o primeiro balanço trimestral sob o comando de Gilson Finkelsztain, que assumiu a presidência do banco após ser anunciado como novo CEO em março. Os números mostraram recuo tanto no lucro líquido recorrente quanto no retorno sobre o patrimônio (ROE), indicador que mede a rentabilidade da instituição. Diante do resultado, Finkelsztain afirmou que a estratégia daqui para frente será manter os avanços já conquistados pela gestão anterior, promovendo o que chamou de “ajustes finos” na operação, com o objetivo de acelerar a recuperação da rentabilidade do banco.
Queda no lucro e no ROE marca a estreia de Finkelsztain
A divulgação do balanço representa um momento simbólico para o executivo, já que é o primeiro conjunto de resultados apresentado desde que ele assumiu o comando da instituição. O recuo tanto no lucro líquido recorrente quanto no ROE evidencia o desafio que Finkelsztain tem pela frente: reverter uma trajetória de queda sem abandonar as bases da estratégia já construída pelo banco.
Apesar do cenário, o executivo optou por um discurso de continuidade. Em vez de anunciar uma reformulação ampla na condução dos negócios, ele defendeu pequenos ajustes pontuais como caminho para destravar ganhos de rentabilidade. Ou seja, a ideia não é promover uma ruptura, mas sim refinar processos e decisões já em curso.
Estratégia de “ajustes finos” para recuperar rentabilidade
Ao comentar o resultado, Finkelsztain deixou claro que pretende preservar os avanços já realizados pela instituição. Segundo ele, o foco agora é calibrar detalhes da operação para acelerar a recuperação da rentabilidade, sem descartar o que já vinha funcionando no banco. Essa postura sinaliza que a nova gestão busca equilíbrio entre manter o que deu certo e corrigir os pontos que pressionaram o desempenho no período.
Dessa forma, o mercado deve acompanhar nos próximos trimestres se essa abordagem mais gradual será suficiente para reverter a queda registrada no lucro líquido recorrente e no ROE. A declaração de Finkelsztain indica que não há, por ora, sinalização de mudanças estruturais profundas, mas sim um processo de ajustes incrementais conduzido ao longo do tempo.
O desempenho do Santander Brasil neste trimestre passa a ser, assim, um ponto de referência para medir a eficácia da estratégia anunciada pelo novo CEO. Apesar do início desafiador, a manutenção do discurso de continuidade sugere que a instituição aposta na consistência da gestão como forma de recuperar terreno em termos de rentabilidade nos próximos balanços.
Com informações de neofeed.com.br.